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| Posted By: Luis Gonzaga Góes Posted On: Jan 29, 2008 Views: 1306 | Herança da Inquisição Caro Professor Stephen, muito apropriada a expressão que mineiro (natural de Minas Gerais) é "pão duro e desconfiado". Pão duro é a maneira como conhecemos os judeus. Desconfiado vem desta época, da Inquisição, porque eles temiam a todos. Não podiam se abrir com qualquer pessoa e estavam sempre a espera de uma má notÃcia como "teje preso", em nome da Santa, Amada e querida Igreja Católica. Ora, Professor, sabemos que um dos maiores contigentes de cristãos-novos aportou nas minas geraes, vindos de Portugal, na esperança de também conseguir o cobiçado ouro e o diamante. Dai, herdamos a mentalidade cristã-nova de ficar calado, não gastar e guardar o máximo de ouro para que, se for preciso, sair correndo com a famÃlia para outras plagas e começar vida nova, mas com a "plata". É apenas um mineiro, de Belo Horizonte, tentando esclarecer porque que os mineiros são conhecidos no Brasil pela alcunha de "pão duro e desconfiado." É como o Sr. escreveu na sua ótima crônica: "Uma das coisas mais difÃceis neste paÃs é saber o que se passa na cabeça de um mineiro. Não permitir que alguém pudesse ler sua mente, ou chegar a uma aproximação de suas reais intenções, era uma condição básica de sobrevivência na Inquisição, algo que os mineiros cultivam até hoje." Luis Góes |
| Posted By: silv Posted On: Feb 22, 2005 Views: 2165 | nossa herança Trazemos em nós uma herança invisÃvel, porém poderosa. Não é apenas aquela gravada em nossos genes, mas uma herança memória de antepassados que colaboraram para nossa formação atual. Somos o resultado de um passado. Que iremos passar a um futuro... na memória há fantasmas transfigurados, mascarados... que se camuflam enquanto figiam... estes povoam nosso inconsciente, por mais que seja coletivo... e se infiltram em nosso cotidiano, sorrateiramente... silv |
| Posted By: Paulo César Mendes Posted On: Feb 12, 2005 Views: 2221 | Outra explicação Caro Prof. Kanitz, o fenômeno é bem visÃvel, e a constatação é interessante. No entanto, creio que uma explicação mais provável é a estrutura do Estado e da própria sociedade: patrimonialista e sem regras claras, onde as relações pessoais e afetivas são mais importantes que a letra da lei. Daà a necessidade de não ofender ninguém, pois a bem-querença alheia se torna um bem importante, quase uma forma de capital. Atenciosamente, Paulo César |