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| Posted By: Otavio Cintra Posted On: Sep 8, 2005 Views: 1604 | A iminente reforma Professor Kanitz, em primeiro lugar gostaria de parabenizá-lo pelo artigo em referência. O Sr. expôs idéias simples, mas de um lucidez brilhante. É evidente que sempre aparecerão críticas negativas, principalmente daqueles que se beneficiam do sistema atual, mas também surgirão críticas positivas que podem agregar valor a estas idéias. De que forma poderíamos materializar estas propostas ? Como poderíamos transformá-las em projeto de lei ? Desde já me coloco a disposição de V.Sa. para colaborar na divulgação delas e, porque não usar a internet como meio de propagação ? Se me permitir gostaria de distribuir o texto para os meus conhecidos e pedir que eles caso concordem com as idéias que façam o mesmo com os seus e, que desta forma, possamos rapidamente atingir uma parcela bastante representativa de eleitores. |
| Posted By: Maria Elisa Gonçalves Posted On: Aug 26, 2005 Views: 1688 | A iminente reforma política Prezado Senhor, O senhor acaba de tirar a angústia que eu estava sentindo ao ouvir pela rede Globo, os investimentos gigantescos de fundos de pensão e a miserável previdência social. Eu não aguento mais ouvir tantas falcatruas. Como conseguiram ludibriar-nos tanto??? Como conduziram o povo na mais profunda submissão, tanto tempo??? É claro, esses políticos sempre foram maléficos. Não acredito em nenhum, nem mesmo naqueles que hoje são endeuzados. Se prestassem, não estaríamos na mais profunda miséria. Eu imploro ao senhor. Continue abrindo as mentes dos brasileiros. Poucos sabem e não entendem tamanha desordem, não por serem limitados, mas porque lhes faltam educação por parte daqueles educadores, que sabem a verdade, mas por serem beneficiados, calam-se!!! Obrigada por tudo que está fazendo. Cordialmente, Maria Elisa Goçalves |
| Posted By: Graciano Abreu Posted On: Aug 24, 2005 Views: 1649 | sobre a reforma política Muito bom o texto, principalmente por trazer idéias que não estavam (ou não estão) no cenário, à exceção do voto distrital, que é justo o ponto em que eu, humildemente, discordo do autor. Atualmente só se fala em uma reforma política que nada tem a ver com melhoria do Estado ou da sua administração, mas com a viabilização de uma tal "governabilidade" que só pode ser entendida como "capacidade de mandar sem possibilidade de oposição". É fácil demonstrar o porquê: 1) não há candidatura avulsa no Brasil = todo candidato tem de ser indicado por um partido; 2) vão, finalmente, impor a cláusula de barreira = não adianta tentar criar um partido pra se lançar, tem que ser indicado por um já existente; 3) querem implantar o sistema de lista fechada de candidatos para as eleições proporcionais = os que são próximos dos dirigentes dos partidos estarão no começo da lista, os menos enquadrados, vão pro fim e não se elegem; 4) querem implantar o financiamento público = os dirigentes escolhem como farão a campanha, quem e o que divulgarão e quem o o que NÃO divulgarão; 5) querem implantar a fidelidade partidária = depois de eleito, ou se enquadram aos caprichos dos dirigentes ou caem fora, já que não se fala em fidelidade ao programa do partido, mas à orientação dos lideres ou da direção de cada partido. (A história recentíssima já deu mostras de onde isto pode levar.) Enfim, vejo no horizonte uma reforma para perpetuar no poder os que já estão, dando estabilidade máxima à estrelas (figurões) que dominam as estruturas partidárias, independentemente da opinião que o eleitorado tenha deles, ou mesmo que a Justiça tenha deles (em razão da imunidade parlamentar). Uma reforma que deve, paulatinamente, esvaziar os partidos menores, que é de onde normalmente vêm as novas idéias. Isto cheira a uma democracia de esmagamento de minorias, uma ditadura. Ouvi dizer, não sei se é verdade, o Brasil atualmente tem um dos maiores índices de renovação no parlamento a cada legislatura. Acho isto ótimo, já que não gosto da maioria dos políticos que estão por aí. Acho mais, acho que é exatamente a alta taxa de renovação que os incomoda e, por isto, não acho que se deva fazer uma reforma para impedir renovação de quadros. Nosso país precisa da máxima possibilidade de renovação a cada eleição, ao menos até que tenhamos estabilidade política, o que, a meu ver, só se adquire com melhoria do quadro social e com experimentação, eleição após eleição. Nosso sistema de eleições proporcionais é o mais belo e democrático do mundo. Nós, os eleitores, é que presisamos conhecê-lo melhor. Nosso problema é, fundamentalmente, de qualidade de informação, de qualidade da mídia. E do comprometimento desta com os grupos de interesse. Precisamos reduzir o peso do setor governamental no orçamento das empresas de mídia. Ouvi dizer, também não sei se é verdade, o Brasil é um dos países onde o governo mais gasta com propaganda. Pelas CPIs ficamos sabendo que, por vezes, gasta-se mais com propaganda que com o objetivo fim de alguns programas. Lamentável. É, algo precisa ser feito para reduzir os custos das campanhas, disto ninguém discorda. Talvez uma das formas seja reduzir o número de candidatos, talvez outra sejam prévias pela internet, a grande Ágora do mundo moderno. Mas, acima de tudo, o que precisamos é de um pouco mais de vigilância em cima das candidaturas, de punições para os que se apropiam recursos público. E de inteligência, para perceber que uma reforma política feita por políticos, e que seguirão na vida política, somente sob muita pressão cortará benefícios deles. |
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