Democracia Virtual - Posição Partidária
Politicamente, você se considera como sendo de... [1369 votes total]

Extrema Esquerda (77) 6%
Esquerda (287) 21%
Social Liberal (230) 17%
Centro Esquerda (223) 16%
Centro Direita (142) 10%
Liberal /Libertário (140) 10%
Direita (119) 9%
Liberal Conservador (114) 8%
Extrema Direita (37) 3%


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Posted By: walter barros

Posted On: Jan 22, 2008
Views: 1045
posição partidária

a verdadeira posição partidária de cada cidadão,esta em suas atitudes quando de sua situação diária,em que se encontra,pode-se ser de esquerda quando o carestia lhe aflige e ele recorrea aos programas governamentais de assistência,pode ser de direita quando vai a compras de adquiri um bem para si,sem precisar recorrer a niguém,assim é a ideologia politica de cada um,dependo do seu estado e de seu modo de encarrar o dia a dia.


Posted By: Israel

Posted On: Sep 1, 2006
Views: 1825
Investimento no social




'''Devemos ter um divisor de águas nos estado do Rio de Janeiro.'''



A resposabilidade do mapeamento da proposta de governo para o estado do Rio de Janeiro especificamente deve-se de todos os cidadãos que sofrem por descaso das autoridades que foram designadas para efetivamente abraçar a causa do social, integrando os poderes da Polícia militar e Cívil, ampliar a rede de saúde dando condições de qualidade no atendimento de emergência e outras políticas públicas. Isso deve partir de iniciativas dos representantes das comunidades e a mesma ser recíproca com os tais dando-lhes condições de representa-los no legislativo e poder mudar o quadro atual de nossa população que sofre pelo descaso com nosso povo.

Vamos mudar!



== Israel Mendes - Voluntário Ação Projeto Jovem em Duque de Caxias RJ==



Posted By: Anselmo Heidrich

Posted On: Jun 22, 2006
Views: 2252
Ajeitando a carga



Recentemente, Janer Cristaldo nos brindou com um texto mostrando o maniqueísmo de filmagens acerca da vida dos pingüins. Se existe, por um lado, a tentativa de antropomorfização de animais em ‘documentários’, a animalização de seres humanos ao serem tratados como gado, já é um projeto bem sucedido. E, ainda diria que de forma muito primitiva, pois há um bom tempo existem disciplinas nos cursos de zootecnia prevendo bom tratamento aos animais, uma vez que “rendem mais” engordando e aumentando a produtividade. Portanto, diferentemente do ideal de pingüins nas lentes do cineasta francês, pessoas são animalizadas nos meios de transporte e passeios públicos de São Paulo.

Esta manipulação é, especialmente visível para qualquer estrangeiro de países ricos, na metrópole paulistana. Metrópole esta que se arroga, não raro, de “enclave de primeiro mundo” no Brasil.

Lá pelos idos de 1990, quando eu estudava na USP, conheci um grupo de canadenses que viera fazer um curso de Política. Eles realmente ficaram surpresos quando pegaram um ônibus na Cidade Universitária ao Centro. Começaram a brincar como se estivessem ‘surfando’ no corredor daquele veículo que mais parecia o pesqueiro atacado pela “tempestade do século” de Mar em Fúria.

Como um bom latino-americano, fiquei irritado com a zombaria. Mas, alguns anos depois eu entenderia claramente... Embora eu tivesse visitado o Canadá, tive uma sensação estranha quando andei de ônibus na Austrália. Não me senti como um porco na caçamba de um caminhão que freia constantemente para ajeitar a carga. Esta seria uma boa descrição sobre “andar de coletivo” no Brasil. Em nosso paraíso tropical, somos tratados como suínos no ambiente público.

Não só a velocidade era constante e baixa, como chegávamos ao nosso destino dentro de um horário previsível. Não é difícil entender seu porquê. Quando andamos de modo ritmado, a uma velocidade constante, nem alta nem baixa, dependendo do trajeto todos circulam com certa fluidez. É uma lógica de ação grupal que também pode ser aplicada ao funcionamento de uma fábrica, sindicato, escola etc. Quando, bem ‘brasileiramente’, dando um ‘jeitinho’, querendo ‘levar vantagem’ passamos a frente de uma fila, cruzamos abruptamente a passagem dos outros ‘cortando’ o trânsito, que ação coletiva que decorre desta lógica individualista? Que tal a palavra CAOS?

- Os socialistas anti-civilizatórios dirão que “trata-se de uma sociedade robotizada, sem coração e individualidade, com uma falsa noção de livre-arbítrio... por isto que todos obedecem às regras cegamente”;

- Os liberais toscos dirão que “o egoísmo é benfazejo à sociedade, mesmo que possa ter algum efeito contraproducente em alguns casos”.

É... estou provocando sim, pois liberalismo de fato não é essa visão simplista. Liberalismo inclui responsabilidade e, o que é mais interessante, sem coação estatal. Não posso agir de modo eticamente egoísta se quero as mesmas condições concorrenciais para todos. Competitividade abarca uma ética específica, com moral peculiar aos sistemas culturais de que faz parte. Da mesma forma que louvamos o sujeito que estuda sacrificando horas de lazer para se capitalizar na vida e desprezamos o sujeito puxa-saco que casa com a filha do chefe só para escalar cargos na empresa, entendo que dirigir bem não significa ser mais ‘arrojado’ (e estúpido) na avenida. São coisas diferentes. Eu posso ser egoísta se desejo e luto pelo melhor para mim, dentro de regras de mercado. Mas, isto não significa que eu não possa abrir mão de algo se haver algum significado para o grupo como um todo se o bem-estar coletivo também me beneficiar individualmente. No limite, egoísmo total e altruísmo total são auto-destrutivos. Não preciso apoiar o Bolsa-Família do Lula, como prova de que o assistencialismo não resolve problemas estruturais de uma sociedade anti-competitiva e sem mercado tendencialmente livre, mas nem por isto preciso deixar de ajudar com minha experiência de vários anos em cursos pré-vestibular, algum colega ou uma turma de adolescentes pobres que queiram, p.ex., passar no vestibular.

Por outro lado, a crítica socialista assinalada não toca na questão ‘individualidade’ de modo correto, pois ela entende que os indivíduos agem assim por que são coagidos. Nada mais equivocado. Nas principais cidades australianas como Sydney ou remotas como Coober Pedy reparei que todos, literalmente todos, ficavam à esquerda na escada rolante (assim como nas ruas e avenidas devido à ‘mão inglesa’) para que os mais apressados passassem. Quando em um restaurante decidi não comer algo do buffet achei sensato furar a fila e ir ao que me interessava mais adiante. A reação do sujeito à minha frente foi como se eu estivesse “batendo sua carteira”. Desculpei-me e voltei a meu lugar... também na Escócia, passei de carro numa faixa de pedestres ao que vários pedestres me olharam mais que indignados, estupefatos. Quando me dei conta, a sensação de vergonha que se apossou de mim foi algo indescritível. A coação existe, mas não é imposta, por algum tipo de decreto. Ela existe como traço cultural, pela imitação e reconhecimento do outro.

Vocês já devem ter visto chiqueiros densamente habitados. Os porcos vivem estressados e com orelhas cortadas por mordidas. Bem... esta é minha visão de como nos tratamos em público nas grandes cidades brasileiras. Este é o tratamento dispensado pelos trabalhadores brasileiros dos transportes a outros trabalhadores brasileiros. De modo que a “consciência de classe para si” de Marx é bem aplicada, desde que se entendam os pingüins como um estágio evolutivo mais avançado da seleção natural e os porcos como empatados com humanos numa bizarra engenharia social.

Não é estranho que ao andarmos por cidades coloniais de nosso país, tenhamos um certo prazer, embora representem períodos de escravidão, ao passo em que ‘cidades modernas’ que representam a liberdade da modernidade, sejam opressivas? Parece um paradoxo. Durante o período industrial na Inglaterra, operários quebravam o relógio ponto que era seu símbolo de dominação, hoje qualquer greve no Brasil há piquetes em que os primeiros alvos são os ônibus. E é igualmente sintomático que diferentemente dos pingüins que marcham, nos acotovelemos, nos empurremos e descarreguemos nossa frustração uns nos outros. Esta seria uma forma um tanto sádica de “amar ao próximo”...

Esporte é morte

Quando eu morava no Conjunto Residencial da USP (CRUSP) pude ver moradores dos bairros vizinhos sendo detidos pela segurança da USP por terem cortado pinheiros recém plantados. Era Natal em que pese o significado da data, o ‘cidadão’ brasileiro impinge a atitude marginal como norma. Conseqüentemente, a Cidade Universitária foi fechada como espaço de lazer nos fins de semana. E, que acharam os estudantes? ‘Repressão’... nós, realmente, temos uma classe estudantil que reflete o país: classe média e alta estudando com subsídio estatal e endossando a rapina literal do erário público em algo que simboliza a vida e a beleza paisagística no cenário urbano, uma árvore.

Recentemente, gangues de ciclistas – sim, inclusive aparelhados com toda indumentária para o esporte, portanto, endinheirados – chegaram a virar uma kombi após uma discussão numa das avenidas da USP. No melhor estilo de uma intifada de playboys com membros da ‘elite intelectual’ uspiana, subsidiada pelos cidadãos paulistas é bom lembrar, virava um carro de ponta-cabeça. Daria uma boa propaganda para ‘energéticos’ e academias... o acesso aos ‘esportistas’ só foi bloqueado depois que um destes meliantes se envolveu em discussão com a filha do reitor. Só assim para se adotar uma regra preventiva. Este é o espírito que move nossa civilidade hobbesiana, mas sem a ordem monárquica advogada pelo filósofo.

A praça não é nossa

O declínio dos costumes está na raiz do declínio do espaço público. Já observaram a quantidade de praças que há em uma cidade como São Paulo? É como se milhões realmente prescindissem deste ‘luxo’? Se já é difícil encontrar ruas e avenidas bem estruturadas em quantidade suficiente numa São Paulo, chega a ser desonesto de minha parte atentar para a insuficiência de praças ou parques onde uma simples rotatória de três ou quatro metros de diâmetro leva como nome de logradouro, ‘praça’. Mas, como eu não resisto a um comentário politicamente incorreto, no caso, antropologicamente incorreto também, em Nova York ou Londres foram criados parques e jardins com o intento claro de educar e civilizar as classes mais pobres com bons costumes pela imitação dos mais ricos num espaço comum, isto é, público.

Nós, enquanto brasileiros, de diferentes estratos sociais, endossamos o roubo, a dilapidação bárbara da cidade, o jeitinho, a malandragem e o “dane-se tudo por que não é meu”. Quantas vezes não pude observar nos horários de saída dos colégios, dignas senhoras parando em fila dupla para pegarem seus filhos? Assim como já vi no Morumbi em São Paulo, digladiarem-se entre si com palavras de baixo calão por uma reles vaga. E este comportamento se espalhando como reação em cadeia cria uma subcultura urbana que conhecemos bem.

Interessante observar também o grau de preparo às intempéries. Londres sobreviveu aos bombardeiros alemães, São Paulo não resiste a uma chuva de 15 minutos. Enquanto que Nova York foi alvejada por estúpidos maometanos em 2001 para em alguns meses recolher todos os escombros do WTC, São Paulo não consegue coordenar semáforos inteligentes numa única avenida – quando um abre, o da esquina seguinte fecha.

E se podemos falar que há um caráter do cidadão brasileiro em geral e paulistano em particular, me parece ser os traços comuns entre ricos e pobres na Paulicéia: ambos cospem no espaço urbano como o lixo que regurgita após cada chuva de verão.




 
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